Atenolol

Atenolol

Atenolol é uma droga que pertence ao grupo dos beta-bloqueadores, uma classe de drogas usadas principalmente em doenças cardiovasculares no tratamento da hipertensão. Isso se deve à uma maior conveniência de esquema de administração e menor penetração em sistema nervoso central O atenolol é especificamente desenvolvido para ser incapaz de passar a barreira hematoencefálica de modo a prevenir efeitos como depressão e pesadelos. Entretanto, mesmo não tendo passagem pela barreira hematoencefálica este fármaco pode ocasionar fadiga,confusão mental e alucinações, isto ocorre por que como este medicamento diminui a pressão sanguínea, a irrigação celular é menor e o cérebro recebe menos oxigênio, mas estes efeitos são raros. Outros efeitos colaterais são: náuseas e vômitos, diarréia, bradicardia, impotência sexual, conjutivite e broncoespasmo.

Por ser um agente beta-adrenérgico bloqueador ele age seletivamente no coração, diminuindo o ritmo cardíaco e a força de contração cardíaca, consequentemente reduz-se a pressão sistólica e a diastólica e o trabalho cardíaco, diminuindo também o consumo de oxigênio. Com estas ações deve-se indicar este medicamento para hipertensão arterial sistêmica, angina pectoris, arritmia cardíaca e consequentemente previne o infarto.

Atenolol é um dos betabloqueadores mais usados em hipertensão arterial, o que se deve a seletividade beta-1 cardíaca, maior conveniência de esquema de administração e menor penetração em sistema nervoso central. Entretanto, existe questionamento atual sobre sua segurança como fármaco de primeira linha em tratamento de hipertensão arterial. Diferenças individuais de anti-hipertensivos e de seus benefícios além da redução da pressão arterial são controversos. O debate freqüentemente provém de resultados de estudos patrocinados pelos fabricantes. Também não se definiu se o efeito deletério em acidentes vasculares cerebrais se concentra em atenolol ou é efeito de classe. Em revisão sistemática de quatro (atenolol comparado a placebo e nenhum tratamento) e cinco estudos (atenolol versus outros anti-hipertensivos), não houve diferença de desfechos entre atenolol e placebo, porém o risco de acidente vascular cerebral foi menor com atenolol; em comparação a outros anti-hipertensivos, não houve maiores diferenças em relação à queda de pressão arterial, mas maior mortalidade cardiovascular foi observada com atenolol.

Conclusões

Comparações com placebo ou nenhum tratamento

  • O risco total de doença cardiovascular e eventos cardiovasculares combinados é mais baixo com betabloqueadores.
  • O risco relativo de acidente vascular encefálico reduz-se com todos os betabloqueadores.
  • O risco de doença isquêmica coronariana não difere entre betabloqueadores e placebo.
  • O risco de mortalidade de todas as causas e mortalidade cardiovascular não difere entre atenolol e placebo.
  • Betabloqueadores reduzem desfechos cardiovasculares em pacientes mais jovens, mas não nos mais velhos.

Comparações com outros anti-hipertensivos

  • O risco relativo de acidente vascular encefálico é mais alto com betabloqueadores.
  • Acidentes vasculares cerebrais foram mais freqüentes no grupo de atenolol.
  • O efeito de betabloqueadores sobre acidentes vasculares cerebrais foi significativamente pior do que com antagonistas do cálcio e inibidores do sistema renina-angiotensina, mas não diferiu do de diuréticos.
  • Não há diferença quanto a risco de infarto do miocárdio e mortalidade.
  • O risco de mortalidade por todas as causas não difere entre betabloqueadores, diuréticos e inibidores do sistema renina-angiotensina, mas é marginalmente maior para betabloqueadores versus antagonistas do cálcio.
  • Betabloqueadores demonstram similar eficácia em pacientes mais jovens, mas não nos mais idosos.
  • Em hipertensão e diabetes, atenolol e captopril não diferiram em eventos cardiovasculares, microvasculares ou morte relacionada à diabetes.
  • Em hipertensão, atenolol foi menos eficaz que losartano e anlodipino na redução de eventos cardiovasculares.

Comparações entre diferentes betabloqueadores

  • Em hipertensão arterial, há ausência de estudos comparativos que permitam definir se há efeito de classe ou individual.
  • Em prevenção secundária de infarto do miocárdio, mais alta mortalidade foi observada em pacientes que receberam metoprolol comparativamente aos que receberam atenolol e acebutolol.
  • Em resumo, os efeitos de betabloqueadores não são muito diferentes dos de outros anti-hipertensivos no tratamento de hipertensão em indivíduos com menos de 55 anos. Mas seu efeito é pior em relação a acidentes vasculares encefálicos, especialmente em pacientes que receberam atenolol. No entanto, não há evidência suficiente que permita dizer se é efeito de classe ou deste representante.

É importante obsevar que esse medicamento é contra-indicado para pacientes com asma, hipotensão,diabetes mellitus e doença renal (nesta a dose deve ser ajustada e aí sim pode ser usada), bradicardia (frequência cardíaca menor que 60) e insuficiência cardíaca congestiva.

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